Livro: Ostra Feliz não faz Pérola
Autor: Rubem Alves
Local: Cafeteria da 108 norte
Responsável: Ana Paula
Nosso segundo livro do autor Rubem Alves, nos chamou a atenção de início por ser um livro premiado com o Prêmio Jaburu de melhor crônica. Como no primeiro livro, o autor transmite toda a poesia e ternura de quem vê o mundo com os olhos já expirimentados por seus 80 anos de idade. O livro agradou à maioria das leitoras e gerou boas discussões acerca dos temas em que as crônicas são agrupadas, tais como política, religião, juventude, velhice, etc...
A Montanha Mágica
Livro: A Montanha Mágica
Autor: Thomas Mann
Data: Junho/2012
Responsável pela discussão: Lúcia
Livro denso e de leitura difícil, chama a atenção pelos diálogos políticos e de discussão filosófica entre os principais personagens que se encontram internados em uma casa de recuperação para tuberculosos. Mistério, solidão e discussões apaixonadas são o ponto chave do livro. Algumas gostaram muito do livro, outras não tanto.
Autor: Thomas Mann
Data: Junho/2012
Responsável pela discussão: Lúcia
Livro denso e de leitura difícil, chama a atenção pelos diálogos políticos e de discussão filosófica entre os principais personagens que se encontram internados em uma casa de recuperação para tuberculosos. Mistério, solidão e discussões apaixonadas são o ponto chave do livro. Algumas gostaram muito do livro, outras não tanto.
Eu sou o Mensageiro
Livro: Eu sou o Mensageiro
Autor: Markus Zusak
Data: 21 de abril de 2012
Local: Maria Amélia
Responsável pela discussão: Lúcia
Livro de suspense que agradou a todas, mas que se caracterizou por uma leitura fácil e adolescente. Aliás, segunda a responsável pela discussão, Lúcia, esse livro foi direcionado ao público adolescente. Muito diverso do outro que já lemos, "A Menina que roubava Livros", a nosso ver, muito superior.
De linguagem vulgar, com inclusão de palavrões, característica que muito nos desagradou.
Como foi uma leitura leve (a maioria leu em 3 dias), serviu de descanso do denso "Grande Sertão: Veredas", que lemos anteriormente, para então entrarmos no universo de "A Montanha Mágica", nosso próximo livro que promete!
Trechos de Grande Sertão: veredas
Livro: Grande Sertão: Veredas
Autora: João Guimarães Rosa
Data: 25/02/2012
Local: La Boulangerie
Responsável pela discussão: Mariana
Trechos desse grandioso livro que causou no grupo dois tipos de reação: amor (pela maioria) e ódio.
Aliás, mesma reação causada na época em que foi publicado pela primeira vez.
Interessantíssima a trajetória de Guimarães Rosa, homem culto que falava mais de 10 idiomas.
Livro de estrutura muito diversa de todos os outros que já lemos no clube, mas que contém diamantes em meio ao rio de palavras, muitas delas inventadas pelo autor, mas que dentro do contexto fazem todo o sentido. Genial!
Autora: João Guimarães Rosa
Data: 25/02/2012
Local: La Boulangerie
Responsável pela discussão: Mariana
Trechos desse grandioso livro que causou no grupo dois tipos de reação: amor (pela maioria) e ódio.
Aliás, mesma reação causada na época em que foi publicado pela primeira vez.
Interessantíssima a trajetória de Guimarães Rosa, homem culto que falava mais de 10 idiomas.
Livro de estrutura muito diversa de todos os outros que já lemos no clube, mas que contém diamantes em meio ao rio de palavras, muitas delas inventadas pelo autor, mas que dentro do contexto fazem todo o sentido. Genial!
Trechos de Grande Sertão: veredas
Guimarães Rosa
1)
... quase
que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.
2)
... para
pensar longe, sou cão mestre – o senhor solte em minha frente uma ideia
ligeira, e eu rastreio essa por fundo de todos os matos, amém!
3)
Uma coisa
é por idéias arranjadas, outra é lidar com país de pessoas, de carne e sangue,
de mil-e-tantas misérias.
4)
Por isso é
que se carece principalmente de religião: para se desendoidecer, desdoidar.
Reza é que sara da loucura.
5)
Sertão é
onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha
armado!
6)
... o mais
importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando.
7)
Deus vem
vindo: ninguém não vê. Ele faz é na lei do mansinho – assim é o milagre.
8)
... não
ache que a religião afraca.
9)
Lua de com
ela se cunhar dinheiro.
10)
Diz-se que
tem saudade de ideia e saudade de coração...
11)
... toda
saudade é uma espécie de velhice.
12)
O sertão é
do tamanho do mundo.
13)
Perdoar é
sempre o justo e certo.
14)
Queria
entender do medo e da coragem, e da gã que empurra a gente para fazer tantos
atos.
15)
Deveras se
vê que o viver da gente não é tão cerzidinho assim?
16)
... homem
sem anjo-da-guarda.
17)
Em sua
vida é assim? Na minha, agora é que vejo, as coisas importantes, todas, em caso
de curto acaso foi que se conseguiram.
18)
O que
demasia na gente é a força feia do sofrimento, própria, não é a qualidade do
sofrente.
19)
... a
natureza da gente é muito segundas-e-sábados.
20)
Se amor?
Era aquele latifúndio. Eu ia com ele até o rio Jordão... Diadorim tomou conta
de mim.
21)
Porque,
quando curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria
pessoa passe durante o tempo governando a ideia e o sentir da gente; o que isso
era falta de soberania, e farta bobice, e fato é. Zé Bebelo falava sempre com a
máquina de acerto – inteligência só.
22)
Doido,
era? Quem não é, mesmo eu ou o senhor?
23)
E, digo ao
senhor como foi que eu gostava de Diadorim: que foi que, em hora nenhuma, vez
nenhuma, eu nunca tive vontade de rir dele.
24)
Para ódio
e amor que dói, amanhã não é consolo.
25)
Mestre não
é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.
26)
Qualquer
amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.
27)
... a vida
é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a
ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda
no meio da tristeza!
28)
Obedecer é
mais fácil que entender.
29)
A gente sabe
mais de um homem, é o que ele esconde.
30)
Rir, antes
da hora, engasga.
31)
Vivendo,
se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas.
32)
Somente
com a alegria é que a gente realiza bem – mesmo até as tristes ações.
33)
A primeira
coisa, que um para ser alto nesta vida tem de aprender, é topar firme as
invejas dos outros restantes ...
34)
Sorte é
isto. Merecer e ter...
35)
...
pegaram nas nuvens do céu com mãos de azul.
36)
Um chefe
carece de saber é aquilo que ele não pergunta.
37)
O perfume
do nome da Virgem Maria perdura muito; às vezes dá saldos para uma vida
inteira...
38)
Só o que
eu quis, todo o tempo, o que eu pelejei para achar, era uma só coisa – a
inteira – cujo significado e vislumbrado dela eu vejo que sempre tive. A que
era: que existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito, de cada uma
pessoa viver – e essa pauta cada um tem – mas a gente mesmo, no comum, não sabe
encontrar.
39)
Um lugar
conhece outro é por calúnias e falsos levantados; as pessoas também, nesta
vida.
40)
O contrato
de coragem de guerreiros não se faz com vara de meirinho, não é com dares e
tomares.
41)
Sofri os
pavores disso – da mão da gente ser capaz de ato sem o pensamento ter tempo.
42)
Raiva
tampa o espaço do medo, assim como do medo a raiva vem.
43)
...
aprender-a-viver é que é o viver, mesmo.
44)
Quando
estou rezando, estou fora de sujidade, à parte de toda loucura.
O Sári Vermelho
Livro: O Sári Vermelho
Autora: Javier Moro
Data: Dezembro/2011
Local: Grenat Café
Responsável pela discussão: Maria Camilla
Linda biografia Sonia Maino, a européia que se tornou Primeira Ministra da Índia, que, apesar de não autorizada, conta muito do panorama político, social e histórico da Índia. Aprendemos muito sobre esse intrigante país. Leitura formidável e surpreendente. Prende a atenção do início ao fim.
Autora: Javier Moro
Data: Dezembro/2011
Local: Grenat Café
Responsável pela discussão: Maria Camilla
Linda biografia Sonia Maino, a européia que se tornou Primeira Ministra da Índia, que, apesar de não autorizada, conta muito do panorama político, social e histórico da Índia. Aprendemos muito sobre esse intrigante país. Leitura formidável e surpreendente. Prende a atenção do início ao fim.
Esaú e Jacó
Livro: Esaú e Jacó
Autor: Machado de Assis
Data: Setembro/2011
Local: Grenat Café
Responsável pela discussão: Silvia
Mais uma oportunidade de ler um clássico de Machado de Assis. Livro interessante que conta a história de irmãos gêmeos que se apaixonam pela mesma moça. Intrigas interessantes nos fizeram viajar por uma Rio de Janeiro histórica. Bela obra!
Autor: Machado de Assis
Data: Setembro/2011
Local: Grenat Café
Responsável pela discussão: Silvia
Mais uma oportunidade de ler um clássico de Machado de Assis. Livro interessante que conta a história de irmãos gêmeos que se apaixonam pela mesma moça. Intrigas interessantes nos fizeram viajar por uma Rio de Janeiro histórica. Bela obra!
Clarice na Cabeceira - contos
Livro: Clarice na Cabeceira - Contos
Autora: Clarice Lispector
Data: 23/07/2011
Local: La Boulangerie
Responsável pela discussão: Andrea
Mais uma oportunidade de se deliciar e conhecer melhor este autora tão misteriosa que diz a verdade de forma tão crua, tão aberta. O encontro foi maravilhoso! Discutimos ainda: o que seria um conto? o que seria uma crônica?
Demos as boas vindas à nova integrante: Karizzia!
Autora: Clarice Lispector
Data: 23/07/2011
Local: La Boulangerie
Responsável pela discussão: Andrea
Mais uma oportunidade de se deliciar e conhecer melhor este autora tão misteriosa que diz a verdade de forma tão crua, tão aberta. O encontro foi maravilhoso! Discutimos ainda: o que seria um conto? o que seria uma crônica?
Demos as boas vindas à nova integrante: Karizzia!
1822
Livro: 1822
Autor: Laurentino Gomes
Data: 19/03/2011
Local: Confeitaria Francesa
Responsável pela discussão: Sílvia
Mais um sucesso no clube. A leitura e discussão foram bastante enriquecedoras!
Autor: Laurentino Gomes
Data: 19/03/2011
Local: Confeitaria Francesa
Responsável pela discussão: Sílvia
Mais um sucesso no clube. A leitura e discussão foram bastante enriquecedoras!
Conversa na Catedral
Livro: Conversa na Catedral
Autor: Maria Vargas Llosa
Data: 04/06/2011
Local: Casa da Maricema
Responsável pela discussão: Maricema
Maravilhoso café da manhã na casa da Maricema. o livro é maravilhoso e a discussão foi intensa!
Autor: Maria Vargas Llosa
Data: 04/06/2011
Local: Casa da Maricema
Responsável pela discussão: Maricema
Maravilhoso café da manhã na casa da Maricema. o livro é maravilhoso e a discussão foi intensa!
Trem Noturno para Lisboa
Livro: Trem Noturno para Lisboa
Autor: Pascal Mercier
Data: 05/02/2011
Local: Sebinho
Responsável pela discussão: Ana Paula
Mais um sobre Portugal.
Autor: Pascal Mercier
Data: 05/02/2011
Local: Sebinho
Responsável pela discussão: Ana Paula
Mais um sobre Portugal.
1984
Livro: 1984
Autor: George Orwell
Data: 20/11/2010
Local: Blenz Café
Responsável pela discussão: Maria Lúcia
Todas gostaram muito do livro, que trouxe discussões intensas sobre política e socialismo. Demos as boas vindas à nova integrante Maricema!
Autor: George Orwell
Data: 20/11/2010
Local: Blenz Café
Responsável pela discussão: Maria Lúcia
Todas gostaram muito do livro, que trouxe discussões intensas sobre política e socialismo. Demos as boas vindas à nova integrante Maricema!
Comprometida
Livro: Comprometida
Autora: Elizabeth Gilbert
Data: 02/10/2010
Local: Café 33
Responsável pela discussão: Camilla Marques
Depois do sucesso de Comer, Rezar e Amar, resolvemos ler Comprometida, da mesma autora. O primeiro livro causou muito boa impressão nas que leram. O segundo livro, este discutido, deixou a desejar em relação ao outro. mas é também muito bom. A discussão foi bastante proveitosa!
Demos boas vinda à nova integrante Camila Hoffmann!
Autora: Elizabeth Gilbert
Data: 02/10/2010
Local: Café 33
Responsável pela discussão: Camilla Marques
Depois do sucesso de Comer, Rezar e Amar, resolvemos ler Comprometida, da mesma autora. O primeiro livro causou muito boa impressão nas que leram. O segundo livro, este discutido, deixou a desejar em relação ao outro. mas é também muito bom. A discussão foi bastante proveitosa!
Demos boas vinda à nova integrante Camila Hoffmann!
Equador
Livro: Equador
Autor: Miguel Sousa Tavares
Local: Fran´s Café - SMHLN - Ed. dr. Crispim
Data: 28.08.10
Responsável pela Discussão: Sílvia
Participantes: Ana Paula, Andrea, Camila Mortari, Camilla Marques, Maria Lúcia, Mariana, Silvia.
Todas gostaram do livro tendo identificado ser o Autor do sexo masculino, pela descrição dos romances e das cenas. São dois livros em um: uma parte histórica e política e uma parte de romance.
Autor: Miguel Sousa Tavares
Local: Fran´s Café - SMHLN - Ed. dr. Crispim
Data: 28.08.10
Responsável pela Discussão: Sílvia
Participantes: Ana Paula, Andrea, Camila Mortari, Camilla Marques, Maria Lúcia, Mariana, Silvia.
Todas gostaram do livro tendo identificado ser o Autor do sexo masculino, pela descrição dos romances e das cenas. São dois livros em um: uma parte histórica e política e uma parte de romance.
A Profissão Mãe, por Ana Paula Peloso e S. Matos
É injusto!
Ser mãe é a profissão mais banalizada que existe. De certo pelo fato de ela estar sempre ali: não fazendo falta.
Não é por não ter importância, mas sim porque toda mãe sempre está presente. E por sempre se fazer presente, nunca dão pela sua falta – acostuma-se com ela, e ela se torna banal.
Pergunte ao órfão do que ele sente mais falta. É que a mãe, nesse caso, não se tornou banal. Para ele mãe não é um complemento da casa: um adorno da casa ou o móvel antigo que precisa ser reciclado... é que para ele mãe faz falta.
Está tudo errado!
Mães, vamos formar uma associação, lutar por nosso reconhecimento, fazer frentes ao governo!
Não. Isso também não está certo. Revoltar-se não combina com essa profissão – ser mãe.
- Minha senhora, qual é a sua profissão?
- Sou... sou... mãe de quatro filhos. E não me olhe desse jeito: tenho orgulho de ser mãe apesar de não ter direitos trabalhistas.
- Como?
- É, eu não tenho direito à licença médica, não tenho folgas semanais, não recebo horas extras... Êpa! Não tenho salário.
- (silêncio)
- Ter salário... não ter um salário. Não, não dá para ter um salário: é que o meu trabalho é imensurável, é que o meu êxito é impagável com o vil metal. Pensa: qual valor monetário pagaria de forma satisfatória e equivalente o meu trabalho?
Esse valor não há sobre a Terra, porque esta é a única profissão que não comporta substituições. Que valor pagaria um trabalhador insubstituível?
- (?)
- Também não há como mudar de ambiente de trabalho no dia em que me sentir cansada, ou entediada, ou desvalorizada. No fundo, eu acabaria infeliz se eu mudasse de lugar.
Concluindo (eu comigo mesma – uma certeza em meu coração ou um consolo?): a profissão mãe é sobrenatural e o meu trabalho só será recompensado no seu término – e o meu patrão é Deus, O Justo!
Ser mãe é a profissão mais banalizada que existe. De certo pelo fato de ela estar sempre ali: não fazendo falta.
Não é por não ter importância, mas sim porque toda mãe sempre está presente. E por sempre se fazer presente, nunca dão pela sua falta – acostuma-se com ela, e ela se torna banal.
Pergunte ao órfão do que ele sente mais falta. É que a mãe, nesse caso, não se tornou banal. Para ele mãe não é um complemento da casa: um adorno da casa ou o móvel antigo que precisa ser reciclado... é que para ele mãe faz falta.
Está tudo errado!
Mães, vamos formar uma associação, lutar por nosso reconhecimento, fazer frentes ao governo!
Não. Isso também não está certo. Revoltar-se não combina com essa profissão – ser mãe.
- Minha senhora, qual é a sua profissão?
- Sou... sou... mãe de quatro filhos. E não me olhe desse jeito: tenho orgulho de ser mãe apesar de não ter direitos trabalhistas.
- Como?
- É, eu não tenho direito à licença médica, não tenho folgas semanais, não recebo horas extras... Êpa! Não tenho salário.
- (silêncio)
- Ter salário... não ter um salário. Não, não dá para ter um salário: é que o meu trabalho é imensurável, é que o meu êxito é impagável com o vil metal. Pensa: qual valor monetário pagaria de forma satisfatória e equivalente o meu trabalho?
Esse valor não há sobre a Terra, porque esta é a única profissão que não comporta substituições. Que valor pagaria um trabalhador insubstituível?
- (?)
- Também não há como mudar de ambiente de trabalho no dia em que me sentir cansada, ou entediada, ou desvalorizada. No fundo, eu acabaria infeliz se eu mudasse de lugar.
Concluindo (eu comigo mesma – uma certeza em meu coração ou um consolo?): a profissão mãe é sobrenatural e o meu trabalho só será recompensado no seu término – e o meu patrão é Deus, O Justo!
Para os sem objetivo, por Ana Paula Peloso e Silva Matos
Lendo o conto de Clarice Lispector chamado “A Galinha” eu me impressionei com como uma história tão casual pode despertar reflexões profundas que nos levam a certezas contundentes. Mas assim é Clarice: ela mexe comigo. O que ela escreve deve ser sempre relido, pois a primeira leitura é paralisante. É na segunda leitura que ocorre o deleite. Do conto “A Galinha” surgiu em mim esta reflexão:
Para os sem objetivo
É certo que o simples existir não nos torna especiais. Nem imortais. A morte, cedo ou tarde, virá para todos. É verdade. Por isso o fazer-se especial durante a existência é o que nos torna imortais – nas recordações e nas saudades dos outros. É preciso ter o cuidado de não ser somente mais um. Antes de mim já vieram milhares de milhares, e depois de mim, o infinito é o limite (ou o apocalipse). Portanto coragem é pungente – a coragem de não me fazer somente mais uma na multidão. Se eu for imortal pelo menos por mais uma vida – a de quem se lembrar de mim e sentir saudades de mim – já valeu o esforço. Não quero ser a “galinha” da vez e resumir o meu existir numa morte pela (ou para) a sobrevivência alheia.
Ana Paula Peloso e Silva Matos
Para os sem objetivo
É certo que o simples existir não nos torna especiais. Nem imortais. A morte, cedo ou tarde, virá para todos. É verdade. Por isso o fazer-se especial durante a existência é o que nos torna imortais – nas recordações e nas saudades dos outros. É preciso ter o cuidado de não ser somente mais um. Antes de mim já vieram milhares de milhares, e depois de mim, o infinito é o limite (ou o apocalipse). Portanto coragem é pungente – a coragem de não me fazer somente mais uma na multidão. Se eu for imortal pelo menos por mais uma vida – a de quem se lembrar de mim e sentir saudades de mim – já valeu o esforço. Não quero ser a “galinha” da vez e resumir o meu existir numa morte pela (ou para) a sobrevivência alheia.
Ana Paula Peloso e Silva Matos
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